quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

YOU ARE MY ANGEL: CAPÍTULO 34:NÃO É O CACETE

A (s/n) estava com olhos vermelhos, vermelhos mesmo, chegavam á brilhar no escuro, ela detonava tudo o que via pela frente, chutava, socava, acabou até derrubando uma árvore  enorme

Depois ela chutou o chão e se jogou, literalmente, ficou ali, deitada e começou á chorar

Ela levantou e chutou uma pedra enorme, que foi parar na PQP

"Que diabos?" Eu me perguntei, sabia que ela devia ter tomado os remédios 

Eu tentei chegar perto dela, mas aquela voz me invadiu

"NÃO CHEGA PERTO DE MIM, EU TO FORA DE MIM DEMI, POR FAVOR" 

Eu a ignorei, cheguei perto dela e toquei o seu braço, ela olhou pra mim e se afastou batendo com força as costas no tronco de uma árvore,ela parecia estar com medo

Ela começou á chorar, mas ela chorava muito mesmo

-Quanto tempo faz que você não toma os seus remédios?- Eu perguntei 

-Uns dias- Ela respondeu, tá explicado 

-VOCÊ SABE A VERGONHA QUE EU TENHO DISSO? SABE O QUANTO EU QUIS ESCONDER ISSO?- Ela gritou e derrubou outra árvore com um soco

-Não precisa ter vergonha ok? Na saúde e na doença- Eu sussurrei

-Isso é no casamento- Ela retrucou

-Amor verdadeiro não precisa de casamento- Eu retruquei 

Ela me abraçou com força e começou á chorar, eu a abracei de volta e aproveitei para sentir o seu cheiro,ela estava tão frágil... Dava vontade de guardar numa caixinha pra ninguém machucar 

Eu jurei, naquele momento que ia cuidar dos remédios dela 

-Quantos por dia você toma?- Eu perguntei

-Um á noite e um de manhã- Ela respondeu 

-Daqui pra frente eu cuido disso- Eu murmurei e a levei até a barraca 

Eu a deitei delicadamente e ela deitou no meu colo 

-Eu te amo ok?- Eu sussurrei

-Eu também te amo- Ela respondeu e a sua respiração descompassada foi se acalmando até ela dormir em meio ao meu cafuné 

Eu acordei e como sempre, ela estava acordada, mas ainda me abraçava como se eu fosse um ursinho de pelúcia 

Eu peguei o frasco de remédios que eu tinha colocado no bolso durante a madrugada e balancei em frente ao seu rosto, ela sorriu e pegou o frasco, tirou uma garrafa de água de algum lugar que eu não prestei atenção e engoliu o remédio tomando água em seguida 

-Boa garota- Eu murmurei e ela sorriu

-Eu me cuido ok? Tomo o remédio á risca, mas o único jeito de esconder de você era não tomando- Ela retrucou 

-Então você se cuida?- Eu perguntei 

-Muito, você acha que eu mantenho meu corpo como?- Ela perguntou 

-Confio em você hein?- Eu disse e dei o frasco pra ela 

Ela se levantou e abaixou a cabeça, ela claramente estava chateada com a própria doença 

-Hey, não se chateie, não é culpa sua- Eu sussurrei e fui até ela 

-Eu tenho um jeito de curar qualquer coisa, mas, eu, sei lá, eu só não quero- Ela disse 

-Como assim?- Eu perguntei 

-É preciso Essência Espartana, mas não- Ela respondeu

-NÃO É O CACETE- Eu disse e fiz um pequeno corte no dedo

-DEMI!- Ela gritou 

-QUIETA- Eu gritei e enfiei o meu dedo na sua boca, depois tirei 

-Como se sente?- Eu perguntei 

-FODA-SE, OLHA O SEU DEDO- Ela gritou e estancou o meu sangue 

-Eu te amo ok? Foi só um pouco de sangue- Eu disse e selei os nossos lábios

-Eu também te amo Demetria, mas não precisava ter enfiado o dedo na minha goela- Ela respondeu

-Você é teimosa, só iria aceitar se eu enfiasse o meu dedo na sua boca- Eu retruquei 

-Talvez- Ela murmurou e envolveu a minha cintura em um abraço, eu fiz o mesmo com o seu pescoço 

-Então, eu acabei de te curar de uma doença mental aparentemente incurável pelo homem?- Eu perguntei

-Exatamente, pode voltar, mas eu não ligo pra isso,eu nem queria o seu sangue- Ela respondeu

-Admite: Eu sou foda vai- Eu disse e ela sorriu

-Sim você é- Ela respondeu e eu sorri dando um selinho nos seus lábios em seguida 

-Obrigada- Eu disse

-Pelo que?- Ela perguntou

-Por ter aparecido na minha vida- Eu respondi 

-Na verdade eu que devia agradecer aqui, obrigada por me permitir sentir o seu cheiro, por me permitir sentir os seus lábios, por me permitir sentir o seu toque, por me permitir te abraçar, por ser o motivo dos meus sorrisos, por sorrir cada vez que eu te digo alguma coisa que preste- Ela retrucou e eu sorri 

-Você SEMPRE diz coisas que prestam, você é praticamente uma poeta- Eu respondi e ela sorriu 

-O que mais eu sei fazer hein?- Eu perguntei

-Vem cá- Ela disse e me puxou pelo braço até o lado de fora da barraca, o sol nascia e estava lindo 

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