sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

YOU ARE MY ANGEL: CAPÍTULO 3: CORRE

-Eu quero fazer uma tatuagem nova- Ela respondeu

-Hum, o que significa esse símbolo?- Eu perguntei e ela ficou desconfortável

-Nada demais, você me ajuda á achar uma ideia?- Ela mudou de assunto, eu teria ligado, mas queria uma brecha pra poder falar com ela, então eu assenti com a cabeça

-Que tal, Ahn, uma pena?- Eu perguntei

-Eu já tenho uma no pescoço- Ela respondeu

-Ahn, e uma frase?- Eu perguntei

-Eu só preciso bolar uma- Ela pensou e escreveu algo no papel, eu consegui ler, dizia: "Be Strong"

-Onde você pretende tatuar?- Eu perguntei

-Acho que no pulso, um pouco abaixo da mão, mas não na parte de baixo, na parte de cima- Ela respondeu

-Legal, fazer uma tatuagem dói muito?- Eu perguntei chegando discretamente mais perto dela

-Não muito- Ela disse meio desconfortável

O sinal bateu e o outro professor entrou, nós permanecemos em dupla, a aula passou meio rápido, eu tentava falar com ela, mas parecia que ela queria se fechar de tudo, queria só assistir á aula e ficar no canto dela, eu estava copiando uma coisa do quadro quando nossos cotovelos se encostaram, a sua pele era fria, muito fria, eu senti um choque que me fez estremecer, a sua pele esquentou do nada e eu me assustei, eu olhei pra ela e ela estava totalmente nervosa, de olhos arregalados e batendo o pé, parecia nervosa

Finalmente era a hora do recreio, eu não esperei a Miley, saí rápido e fui pra um canto isolado, eu queria pensar naquelas palavras "cuidado no recreio"

De repente eu senti uma tontura insuportável e tudo ficou borrado na minha frente, eu olhei pra frente e não tinha ninguém, tudo ficou escuro e eu não me lembro de mais nada além da escuridão

Eu acordei no colo de alguém, eu olhei direito e era a (s/n) tentando me reanimar

-Que diabos aconteceu?- Eu perguntei

-Você desmaiou- Ela respondeu

-Porque só estamos nós duas aqui?-

-O professor te dispensou, ele me mandou te levar pra casa- Ela respondeu

-Eu não vou conseguir levantar- Eu disse assustada

Ela me tirou do seu colo e levantou

-Confia em mim- Ela pediu daquela maneira fria e estendeu a mão, eu segurei a sua mão e levantei, eu me senti fraca e quase caí, mas senti uma descarga elétrica e levantei

-Nossa!- Eu disse assustada

-Vamos?- Ela perguntou e eu assenti com a cabeça, eu vi que ela estava incomodada com a nossa proximidade, mas eu não ia deixar de me aproximar dela

"Falei pra tomar cuidado", AH COMO EU QUERIA RESPONDER, MAS EU NÃO PODIA, ELA ESTAVA DO MEU LADO

Nós saímos da escola e começamos a caminhar

-O que houve?- Eu perguntei

-Você desmaiou, eu te levei á enfermaria, o professor te dispensou e a enfermeira te deu um remédio, você acordou e agora nós estamos aqui- Ela respondeu

-Sabe, foi até que divertido fazer dupla com você- Ela respondeu

-Você está completamente louca- Ela murmurou

-Não, não estou- Eu disse calmamente

Nós fomos conversando o caminho todo, ela só me respondia, eu sabia que ela queria distância, mas eu vou descobrir quem ela é, vou descobrir porque eu sonhei com ela, mas com certeza ela é só mais uma pessoa normal, eu que exagerei

Estávamos na esquina quando um cara com uma faca nos mandou dar tudo o que tínhamos

-Fecha os olhos- Ela sussurrou e eu fechei os olhos

Quando eu abri o cara estava no chão com uma expressão assustada e ela tinha sumido

"AGORA CORRE, CORRE ATÉ A SUA CASA" eu estava assustada, então corri como nunca é entrei em casa, onde ela estava? Como ela estava? Eram tantas dúvidas que eu só poderia tirar no dia seguinte

Eu fiz o que tinha que fazer e fui pro meu trabalho sem comer nada

Trabalhei naquele maldito escritório até oito da noite, aquele lugar era tedioso, desde que os meus pais morreram eu tinha que trabalhar naquele lugar

Eu voltei pra casa e comi alguma coisa, fiz os trabalhos atrasados da escola, estudei para a prova que teria na próxima semana, tomei um banho e adormeci vendo TV

Eu acordei seis da manhã, eu tinha tempo, fui calmamente tomar café, fiz a minha higiene pessoal, me vesti e aquela dúvida sobre a (s/n) sempre invadia a minha cabeça

Eu resolvi ir andando até a escola mesmo sendo seis e meia

-Você não vai tagarelar na minha mente?- Eu perguntei na mesa do café

"Eu não falo quando você quer, mas sim, eu ia avisar pra você não ir correndo pra escola"

Eu bufei, que saco, por que essa voz sempre me dizia o que fazer?

Eu peguei a minha mochila e saí de casa

"Sabe, andar na chuva não faz bem pra você"

-Foda-se- Eu respondi e continuei andando

Eu andei um tempo e já estava encharcada

-Sabe, andar na chuva não faz bem pra você- Aquela não era a voz na minha cabeça, eu olhei pro lado e a (s/n) estava olhando pra mim enquanto segurava um guarda chuva

Eu sempre a via fazer esse caminho, ela entrava na pequena pracinha perto da minha casa, sentava em um banco, tirava um caderno e um lápis da mochila e começava á escrever ou desenhar, depois ela olhava no seu relógio de pulso e ia rumo á escola

Mas dessa vez ela estava com uma das mãos no bolso da calça jeans, a outra segurava o guarda chuva e ela olhava pra mim com aquele olhar penetrante que estava me deixando com as pernas bambas

Eu corri até ela e a abracei com força, ela ficou confusa e eu a larguei

-Passei a noite pensando se você estaria bem- Eu murmurei começando á andar com ela debaixo do guarda chuva

-Aqui estou eu- Ela respondeu, eu olhei bem pra ela, ela usava uma camiseta branca com algo escrito, mas eu não consegui ver por causa da sua jaqueta de couro que cobria a frase, as suas calças jeans eram pretas, ela usava um all star vermelho e uma toquinha vermelha que a deixava meio fofa

-Então, você vai fazer aquela tatuagem?- Eu perguntei

-Vou, mas outro dia eu penso nisso- Ela respondeu

-Sabe, o meu último recreio foi meio Ahn,esquisito, você pode passar o intervalo comigo hoje?- Eu perguntei

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